Organismos ou organizações internacionais, também chamados de instituições multilaterais, são entidades criadas pelas principais nações do mundo com o objetivo de trabalhar em comum para o pleno desenvolvimento das diferentes áreas da atividade humana: política, economia, saúde, segurança, etc....
Essas organizações podem ser definidas como uma sociedade entre Estados. Constituídas por meio de tratados ou acordos, têm a finalidade de incentivar a permanente cooperação entre seus membros, a fim de atingir seus objetivos comuns. Atuam segundo quatro orientações estratégicas:
Adotar normas comuns de comportamento político, social, etc. entre os países-membros; Prever, planejar e concretizar ações em casos de urgência (solução de crises de âmbito nacional ou internacional, originadas de conflitos diversos, catástrofes, etc.); Realizar pesquisa conjunta em áreas específicas; Prestar serviços de cooperação econômica, cultural, médica, etc.
Abaixo, algumas das mais relevantes organizações internacionais:
ONU - Organização das Nações Unidas
Foi criada pelos países vencedores da Segunda Guerra Mundial e tem como principal objetivo manter a paz e a segurança internacionais. Proíbe o uso unilateral da força, prevendo contudo sua utilização - individual ou coletiva - para defender o interesse comum dos seus países-membros. Seu principal objetivo é manter a segurança internacional e pode intervir nos conflitos não só para restaurar a paz, mas também para prevenir possíveis enfrentamentos. Também incentiva as relações amistosas entre seus membros e a cooperação internacional.
UNESCO - Organização das Nações Unidas para educação, ciência e cultura
Foi criada em 1945 pela Conferência de Londres e tem como objetivo contribuir para a paz através da educação, da ciência e da cultura. Visa eliminar o analfabetismo e melhorar o ensino básico, além de promover publicações de livros e revistas, e realizar debates científicos. Desde 1960, atua também na preservação e restauração de espaços de valor cultural e histórico.
OCDE - Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico
É um fórum internacional que articula políticas públicas entre os países mais ricos do mundo. Fundada em 1961, substituiu a Organização Europeia para a Cooperação Econômica, criada em 1948, no quadro do Plano Marshall. Sua ação, além do terreno econômico, abrange a área das políticas sociais de educação, saúde, emprego e renda
OMS - Organização Mundial da Saúde
É uma agência especializada em saúde, fundada em 7 de abril de 1948 e subordinada à ONU. Sua sede é em Genebra, na Suíça. Tem como objetivo principal o alcance do maior grau possível de saúde por todos os povos. Para tanto, elabora estudos sobre combate de epidemias, além de normas internacionais para produtos alimentícios e farmacêuticos. Também coordena questões sanitárias internacionais e tenta conseguir avanços nas áreas de nutrição, higiene, habitação, saneamento básico, etc.
OEA - Organização dos Estados Americanos
Criada em 1948, com sede em Washington (EUA), seus membros são as 35 nações independentes do continente americano. Seu objetivo é o de fortalecer a cooperação, garantir a paz e a segurança na América e promover a democracia.
OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte
Foi criada em 1949, no quadro da Guerra Fria, como uma aliança militar das potências ocidentais em oposição aos países do bloco socialista. Formada inicialmente por EUA, Canadá, Bélgica, Dinamarca, França, Holanda, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Portugal e Reino Unido, a OTAN recebeu a adesão da Grécia e da Turquia (1952), da Alemanha (1955) e da Espanha (1982)
BIRD - Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento
Com o objetivo de conceder empréstimos aos países membros, o BIRD, também conhecido como Banco Mundial, oferece financiamento e assistência técnica aos países menos avançados, a fim de promover seu crescimento econômico. É formado por 185 países-membros e iniciou suas atividades auxiliando na reconstrução da Europa e da Ásia após a Segunda Guerra Mundial
FMI - Fundo Monetário Internacional Criado para promover a estabilidade monetária e financeira no mundo, oferece empréstimos a juros baixos para países em dificuldades financeiras. Em troca, exige desses países que se comprometam na perseguição de metas macroeconômicas, como equilíbrio fiscal, reforma tributária, desregulamentação, privatização e concentração de gastos públicos em educação, saúde e infraestrutura.
OMC - Organização Mundial do Comércio Trata das regras do comércio entre as nações. Seus membros negociam e formulam acordos que, depois, são ratificados pelos parlamentos de cada um dos países-membros. Tem como objetivo desenvolver a produção e o comércio de bens e serviços entre países-membros, além de aumentar o nível de qualidade de vida nesses mesmos países.
OIT - Organização Internacional do Trabalho
Tem representação paritária de governos dos seus 182 Estados-membros e de organizações de empregadores e de trabalhadores. Com sede em Genebra, Suíça, a OIT possui uma rede de escritórios em todos os continentes. Busca congregar seus membros em torno dos seguintes objetivos comu: pleno emprego, proteção no ambiente de trabalho, remuneração digna, formação profissional, aumento do nível de vida, possibilidade de negociação coletiva de contratos de trabalho, etc.
O termo agricultura é usado para caracterizar a produção agrícola desde o abastecimento dos insumos que são utilizados nos campos de produção até a industrialização e a distribuição. Porém, nas últimas décadas o setor passou por diversas mudanças econômicas, herdando o nome deagronegócioouagribusiness,que é o termo usado para denominar todo umconjunto de fatores econômicos incorporado à produção agropecuária, contendo as instituições que contribuem com o setor.
Identificado como um importante pilar da economia brasileira, a relevância desse complexo para a economia nacional pode ser medida por indicadores da magnitude de um produto interno bruto (PIB), que é uma medida de valor dos bens de serviços que um determinado país produz num período, na agropecuária, indústria e serviços. E o agronegócio conta com uma significativa participação de 21,46% no PIB do país (CEPEA, 2015).
É bastante significativo levar em consideração que o conceito de agronegócio não define nenhuma classe especifica de produtor rural, indústria agrícola ou alguns prestadores de serviços, não dependendo do tamanho da área, volume de produção, renda e tecnologia adquirida, ou seja, na agropecuária em especifico, engloba o que chamamos de agricultura empresarial, pequena agricultura, agricultura familiar, além dos outros agentes da cadeia produtiva.
No início da agricultura o setor rural priorizava apenas a propriedade agrícola em seu negócio, hábitos que foram transformados no decorrer dos anos, dando-se lugar ao que conhecemos como cadeia produtiva, que inclui o consumidor no processo juntamente as inter-relações entre os diversos elementos da cadeia (Ribeiro, 1997).
A atual agricultura que vem sendo praticada e desenvolvida no Brasil elevou o país com o status de um importante fornecedor mundial de alimentos, tornando um país como o terceiro exportador de produtos agrícolas, com desempenho expressivo nos últimos anos. (Dados da Organização Mundial de Comércio (OMC).
O agronegócio é subdividido em quatro segmentos:
Insumos;
Agropecuária;
Indústria (de base agropecuária);
Distribuição (transporte, comércio e serviços).
Todas as atividades envolvidas com a agricultura resultam em negócios, o que emprega uma grande complexidade sistemática que inclui as atividades internas realizadas na propriedade rural e as atividades externas, sendo executadas de fora da propriedade rural, que englobam a produção, armazenamento e comercialização dos produtos e insumos agrícolas.
Segundo Araújo (2003), a cadeia produtiva do agronegócio divide-se em três setores, conforme mostra a esquematização da figura abaixo:
1 – Antes da porteiras da propriedade agrícola
Antes da porteira esta centralizado as grandes empresas, contendo um alto nível tecnológico, e que retém a maior parte do mercado de agronegócios.
2 – Dentro da porteira da propriedade agrícola
Dentro da porteira estão os produtores, as fazendas em si, que compram do fornecedor e vendem ao consumidor, eventualmente podendo existir um atravessador. Definido como o elo mais fraco da cadeia de agronegócio, os produtores deixam de ganhar em alguns casos, já que dificilmente se organizam em cooperativas ou associações como deveriam (quadro com mudanças).
3 – Fora da porteira da propriedade agrícolas
Fora da porteira é um momento em que os esforços compreendem todas as relações voltadas ao armazenamento e distribuição, incluindo a logística.
Uma das grandes dificuldades dos produtores está no conceito da visão financeira. Por exemplo, na hora da compra dos insumos, geralmente, os produtores perguntam “quanto custa o produto” aos fornecedores, e ao vender para os seus parceiros comerciais, na maioria das vezes, distribuidores e supermercadistas, perguntam “quanto você paga?”. Em consequência, acabam deixando de ganhar mais “Antes da Porteira, Dentro da Porteira e Fora da porteira”, já que não constroem preços conforme previsto pela administração financeira.
Existe uma deficiência de maior profissionalização no campo, isso se dá na gestão administrativa da propriedade rural quanto na área de sistemas de informação, que atualmente se destacam no desenvolvimento de soluções colaborativas para toda a cadeia produtiva de alimentos.
As transformações iniciam pela mudança de postura e mentalidade do produtor rural. Suas atitudes e comportamentos são determinantes para a passagem de um sistema de produção tradicional para um sistema moderno, operando de forma estratégica, buscando uma cadeia efetivamente produtiva, visando atender o consumidor final com segurança e qualidade.O termo agricultura é usado para caracterizar a produção agrícola desde o abastecimento dos insumos que são utilizados nos campos de produção até a industrialização e a distribuição. Porém, nas últimas décadas o setor passou por diversas mudanças econômicas, herdando o nome deagronegócioouagribusiness,que é o termo usado para denominar todo umconjunto de fatores econômicos incorporado à produção agropecuária, contendo as instituições que contribuem com o setor.
Identificado como um importante pilar da economia brasileira, a relevância desse complexo para a economia nacional pode ser medida por indicadores da magnitude de um produto interno bruto (PIB), que é uma medida de valor dos bens de serviços que um determinado país produz num período, na agropecuária, indústria e serviços. E o agronegócio conta com uma significativa participação de 21,46% no PIB do país (CEPEA, 2015).
É bastante significativo levar em consideração que o conceito de agronegócio não define nenhuma classe especifica de produtor rural, indústria agrícola ou alguns prestadores de serviços, não dependendo do tamanho da área, volume de produção, renda e tecnologia adquirida, ou seja, na agropecuária em especifico, engloba o que chamamos de agricultura empresarial, pequena agricultura, agricultura familiar, além dos outros agentes da cadeia produtiva.
No início da agricultura o setor rural priorizava apenas a propriedade agrícola em seu negócio, hábitos que foram transformados no decorrer dos anos, dando-se lugar ao que conhecemos como cadeia produtiva, que inclui o consumidor no processo juntamente as inter-relações entre os diversos elementos da cadeia (Ribeiro, 1997).
A atual agricultura que vem sendo praticada e desenvolvida no Brasil elevou o país com o status de um importante fornecedor mundial de alimentos, tornando um país como o terceiro exportador de produtos agrícolas, com desempenho expressivo nos últimos anos. (Dados da Organização Mundial de Comércio (OMC).
O agronegócio é subdividido em quatro segmentos:
Insumos;
Agropecuária;
Indústria (de base agropecuária);
Distribuição (transporte, comércio e serviços).
Todas as atividades envolvidas com a agricultura resultam em negócios, o que emprega uma grande complexidade sistemática que inclui as atividades internas realizadas na propriedade rural e as atividades externas, sendo executadas de fora da propriedade rural, que englobam a produção, armazenamento e comercialização dos produtos e insumos agrícolas.
Segundo Araújo (2003), a cadeia produtiva do agronegócio divide-se em três setores, conforme mostra a esquematização da figura abaixo:
1 – Antes da porteiras da propriedade agrícola
Antes da porteira esta centralizado as grandes empresas, contendo um alto nível tecnológico, e que retém a maior parte do mercado de agronegócios.
2 – Dentro da porteira da propriedade agrícola
Dentro da porteira estão os produtores, as fazendas em si, que compram do fornecedor e vendem ao consumidor, eventualmente podendo existir um atravessador. Definido como o elo mais fraco da cadeia de agronegócio, os produtores deixam de ganhar em alguns casos, já que dificilmente se organizam em cooperativas ou associações como deveriam (quadro com mudanças).
3 – Fora da porteira da propriedade agrícolas
Fora da porteira é um momento em que os esforços compreendem todas as relações voltadas ao armazenamento e distribuição, incluindo a logística.
Uma das grandes dificuldades dos produtores está no conceito da visão financeira. Por exemplo, na hora da compra dos insumos, geralmente, os produtores perguntam “quanto custa o produto” aos fornecedores, e ao vender para os seus parceiros comerciais, na maioria das vezes, distribuidores e supermercadistas, perguntam “quanto você paga?”. Em consequência, acabam deixando de ganhar mais “Antes da Porteira, Dentro da Porteira e Fora da porteira”, já que não constroem preços conforme previsto pela administração financeira.
Existe uma deficiência de maior profissionalização no campo, isso se dá na gestão administrativa da propriedade rural quanto na área de sistemas de informação, que atualmente se destacam no desenvolvimento de soluções colaborativas para toda a cadeia produtiva de alimentos.
As transformações iniciam pela mudança de postura e mentalidade do produtor rural. Suas atitudes e comportamentos são determinantes para a passagem de um sistema de produção tradicional para um sistema moderno, operando de forma estratégica, buscando uma cadeia efetivamente produtiva, visando atender o consumidor final com segurança e qualidade.
Agronegócio
O agronegócio – por vezes chamado de agribusiness – corresponde à cadeia produtiva econômica que compõe a atividade agropecuária. Trata-se da esteira econômica que vai desde a produção no meio agrário, passando pela transformação dos bens agropecuários em produtos industrializados, até a comercialização destes. Desse modo, todas as atividades ligadas a esse ramo constituem-se como participantes do agronegócio, tais como a produção de insumos e maquinários agrícolas, a disponibilização de cursos de capacidade ou formação de profissionais do ramo, entre outros.
Portanto, quando falamos em agronegócio, não nos referimos a uma atividade puramente rural, mas predominantemente rural, afinal, ele envolve composições que se reproduzem nas diferentes esferas estruturantes do espaço geográfico. Considerando toda essa gama de atividades, o agronegócio representa 33% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, 37% dos empregos gerados e 42% do total de exportações efetuadas.
O agronegócio brasileiro ganhou um maior impulso a partir da segunda metade do século XX com a expansão da fronteira agrícola do país e, principalmente, com o desenvolvimento de técnicas mais avançadas de produção, características da Revolução Verde. Com isso, o nível de produtividade do país disparou, e produtos como a soja, o café, a cana-de-açúcar e muitos outros ganharam os mercados internacionais e ampliaram os níveis de exportação do país, isso sem falar nos avanços promovidos na pecuária. No início do século XXI, vale destacar também a crescente produção de biocombustíveis derivados de bens agrícolas, incluindo a própria cana-de-açúcar.
Além das inovações tecnológicas, o agronegócio consegue avançar cada vez mais no Brasil em razão de alguns outros fatores: o primeiro deles são as vantagens oferecidas pelo território brasileiro, tais como a grande área territorial agricultável e as condições naturais aqui disponibilizadas para o cultivo; o segundo fator são os amplos investimentos públicos e privados realizados no setor, que concentra mais de 75% das concessões públicas em termos de empréstimos, incentivos fiscais e investimentos diretos.
As críticas ao agronegócio
A política do agronegócio encontra muitos defensores que argumentam em torno da produtividade do setor, produzindo benefícios na economia e também para a sociedade através do maior ganho em produtividade. Por outro lado, existem também as críticas direcionadas ao agribusiness, que estão aqui relacionadas não para conceber a ideia de que o agronegócio seja uma prática ruim, mas no sentido de explicitar o debate político realizado em torno dessa questão no Brasil.
A primeira grande crítica feita ao agronegócio parte de grupos ambientalistas, que afirmam que a expansão acelerada das cadeias produtivas no meio rural sobre os espaços naturais está diminuindo a cobertura vegetal do país. Nesse caso, o Cerrado é o maior exemplo, pois o desenvolvimento de técnicas agrícolas no âmbito do agronegócio permitiu a ampla ocupação da área desse bioma ao longo do século XX, fazendo com que menos de 20% de sua cobertura vegetal encontre-se atualmente preservada.
Outra crítica proferida é o processo de concentração fundiária ocorrido no meio rural, algo que é, em grande medida, atribuído ao agronegócio, principalmente pela grande influência que o setor, em tese, possui no meio político. Além disso, os maiores lucros obtidos através de incentivos públicos e pela exportação, somados aos baixos investimentos concedidos à agricultura familiar, contribuem para intensificar esse cenário, segundo inúmeras análises.
Soma-se a tais considerações o fato de o agronegócio ter sido responsável, segundo as críticas, pela intensificação do êxodo rural através do já mencionado poder concentrador e também pela intensiva mecanização da produção agrícola. Nesses moldes, a maior parte da mão de obra empregada no campo passou a ser substituída por tecnologias e maquinários. Isso tudo não para produzir alimentos de subsistência, e sim produtos voltados ao mercado externo.
Globalização é o processo de aproximação entre as diversas sociedades e nações existentes por todo o mundo, seja no âmbito econômico, social, cultural ou político. Porém, o principal destaque dado pela globalização está na integração de mercado existente entre os países.
A globalização permitiu uma maior conexão entre pontos distintos do planeta, fazendo com que compartilhassem de características em comum. Desta forma, nasce a ideia de Aldeia Global, ou seja, um mundo globalizado onde tudo está interligado.
O processo de globalização se constitui pelo modo como os mercados de diferentes países e regiões interagem entre si, aproximando mercadorias e pessoas.
Costumes, tradições, comidas e produtos típicos de determinada localidade passam a estar presentes em outros lugares totalmente diferentes. Isso acontece graças a troca e liberdade de informações que a globalização pode proporcionar.
A quebra de fronteiras gerou uma expansão capitalista onde foi possível realizar transações financeiras e expandir os negócios - até então restritos ao mercado interno - para mercados distantes e emergentes.
Tipos de Globalização
A globalização é a junção de vários aspectos que unem civilizações de diferentes cantos do globo. Os principais fatores que caracterizam a formação da globalização são: a economia, a cultura e a informação.
Globalização econômica
O surgimento dos blocos econômicos - países que se juntam para fomentar relações comerciais, como por exemplo, o Mercosul e a União Europeia - foi resultado desse processo econômico.
O impacto exercido pela globalização no mercado de trabalho, no comércio internacional, na liberdade de movimentação e na qualidade de vida da população varia a intensidade de acordo com o nível de desenvolvimento das nações.
O período em que a globalização econômica mais se intensificou foi em meados do século XX, com a Terceira Revolução Industrial (conhecida também como "Revolução Técnico-Científica").
Globalização cultural
A aproximação entre as diferentes nações do mundo também proporcionou a troca de costumes, culturas e tradições típicas. Estas, por sua vez, passam pelo processo de aculturação, ou seja, quando vários elementos culturais são misturados, criando uma espécie de "mutação das culturas".
Desta forma, valores e símbolos culturais que pertenciam originalmente a uma região ou nação, passam a estar presentes em todos os cantos do mundo e vice-versa. Como consequência, cresce a necessidade de haver um maior debate sobre a tolerância entre as diferenças culturais.
Saiba mais sobre a Aculturação.
As novas tecnologias de informação e a troca constante de bens de consumo entre os países (produtos, filmes, séries, músicas, etc) contribuem para a globalização cultural.
O Halloween, por exemplo, uma festividade típica na América do Norte, passou a ser celebrado em outros lugares, como no Brasil, devido a absorção dos costumes desses países norte-americanos.
Globalização da informação
O desenvolvimento das tecnologias de informação, com destaque para o advento da internet, foi o principal responsável pelo surgimento do conceito deste tipo de globalização.
Com as redes sociais online (como o Twitter, por exemplo), as pessoas que têm acesso à internet podem receber e enviar informações instantaneamente para todas as partes do mundo.
Unindo a globalização cultural com a necessidade de transmitir informações que possam ser recebidas e interpretadas em todo o planeta, também surgiu a ideia de determinar um idioma globalizado. Ou seja, uma língua que possa servir como elo entre todas as outras.
Atualmente, o idioma inglês é considerado o mais adotado entre todos os países como alternativa para garantir a comunicação, principalmente através da internet.
Transnacionais / Multinacionais (capitalismo)Ampliação da diversidade cultural vs. XenofobiaComunicação instantânea
Internacionalização dos fluxos de capitais."Mutação das culturas"Idioma globalizado
Efeitos da Globalização
O mundo globalizado é construído por um conjunto de "redes", seja de informações, transportes, de comércio, etc. Todos esses aspectos passam a estar interligados, gerando uma maior interação espaço-temporal entre as nações.
A expansão das empresas e criação das multinacionais é outro efeito significativo para o mundo contemporâneo a partir da globalização. Desta forma, empresas presentes em determinado país passam a atuar em outras nações, gerando empregos e possibilidade de trocas comerciais entre as regiões.
No entanto, também é preciso destacar o ponto de vista negativo deste novo cenário. Em alguns casos, a presença de "empresas globais" em países subdesenvolvidos representa a exploração destes, seja da mão de obra ou de matérias-primas locais.
A globalização também provocou a criação dos blocos econômicos, grupos de países que se unem em prol do desenvolvimento e crescimento de suas respectivas economias. A União Europeia, o Mercosul e o NAFTA são alguns dos blocos econômicos mais conhecidos.
Encolhimento do mundo
Com o desenvolvimento tecnológico, as distâncias foram "encurtadas". Conforme mostra a imagem abaixo, o tempo de locomoção foi acelerado ao longo dos anos, fazendo com que seja mais fácil percorrer longas distâncias ao redor do mundo. Esta facilidade contribuiu para a consolidação do processo de globalização.
encolhimento mundo novo
Vantagens e Desvantagens da Globalização
Como muitos outros fenômenos de elevada complexidade, a globalização apresenta pontos positivos e negativos:
Pontos positivos
Importante no combate à inflação e ajudou a economia ao facilitar a entrada de produtos importados;
O consumidor teve acesso a produtos importados de melhor qualidade e mais baratos, assim como produtos nacionais mais acessíveis e de melhor qualidade;
Com as multinacionais, a globalização permite que investidores de outros países invistam no estrangeiro e vice-versa;
Promove o desenvolvimento tecnológico;
Potencializa as trocas comerciais internacionais (bens e serviços);
Abre as portas para diferentes culturas, tradições e possibilidade de conhecer costumes de outros países de modo mais acessível;
Melhora o relacionamento entre os países dos vários continentes.
Pontos negativos
Concentração da riqueza. A maior parte do dinheiro fica nos países mais desenvolvidos e apenas 25% dos investimentos internacionais vão para as nações em desenvolvimento, o que faz disparar o número de pessoas que vivem em extrema pobreza;
Alguns economistas afirmam que nas últimas décadas, a globalização e a revolução tecnológica e científica (que são responsáveis pela automação da produção) são as principais causas do aumento do desemprego;
A aculturação pode descaracterizar os costumes culturais de um determinado país;
Apropriação cultural indevida, causando o desvirtuamento de signos e símbolos tradicionais das nações;
Exploração da matéria-prima e da mão de obra barata (quando países desenvolvidos se instalam em países mais pobres);
Disseminação de atividades criminosas e ilegais que antes concentravam-se apenas em uma determinada região para todo o resto do mundo;
Uso da internet como veículo para atividades ilegais como a prostituição, a pedofilia, o tráfico de drogas, armas e animais, o aumento de organizações criminosas, a "lavagem de dinheiro" e, consequente, aumento dos "paraísos fiscais".
Características da Globalização
Não é estática, ou seja, está em constante evolução, desenvolvimento e transformação;
Aculturação (adoção, adaptação e mistura de diferentes elementos culturais);
Criação de blocos econômicos, cujo principal objetivo e estreitar as relações comerciais entre os membros participantes;
"Aldeia Global" (mundo como uma grande comunidade única, devido aos avanços tecnológicos nos sistemas de transporte e comunicação);
Expansão do capitalismo;
Fortalecer as relações comerciais;
Internacionalização dos fluxos de capitais;
Privatização de empresas estatais (Neoliberalismo);
"Quebra" de barreiras fronteiriças;
Tempo de deslocamento através do espaço reduzido;
Presença de multinacionais / transnacionais;
Avanço das tecnologias de comunicação e dos meios de transporte;
Saiba mais sobre características da globalização e blocos econômicos
Origem da Globalização
O complexo fenômeno da globalização teve início no século XV (Era das Grandes Navegações), quando as potências europeias da época começaram a explorar os oceanos, descobrindo novas terras. No entanto, apenas com a Revolução Industrial (século XVIII) é que a globalização começa a se desenvolver e a ganhar corpo.
Outro passo importante para o desenvolvimento da globalização ocorreu em meados do século XIX, com a consolidação de tecnologias que serviriam para encurtar distâncias, tornando as viagens mais rápidas, como a eletricidade e o navio a vapor.
Com os grandes avanços tecnológicos que o século XX trouxe, aliado ao sistema capitalista que se consolidou mundialmente com a queda da União Soviética, nasce uma grande necessidade de expandir o fluxo comercial entre as nações.
As inovações nas áreas das telecomunicações e da informática, especialmente com a Internet (Quarta Revolução Industrial) foram determinantes para a construção de um mundo globalizado.
Resumindo, o processo de globalização pode ser dividido em quatro principais fases:
1ª Fase: Grande Navegações e Descobertas Marítimas (século XV) - Revolução Industrial (século XVIII)
2ª Fase: Revolução Industrial - 2ª Guerra Mundial: expansão do capitalismo.
3ª Fase: 2ª Guerra Mundial - queda do Muro de Berlim, fim da União Soviética e do regime socialista (Guerra Fria - 1989).
4ª Fase: Nova Ordem Mundial: domínio total do capitalismo.
Veja também o significado da Pós-Modernidade e saiba mais sobre o muro de Berlim.
Globalização no Brasil
Assim como a maioria dos países capitalistas, o Brasil também se mantém no mercado internacional, participando na compra e venda de produtos e serviços entre as outras nações.
O país pertence a um bloco econômico (o Mercosul), garantindo a sua participação, em parceria com outras nações, na formulação de estratégias econômicas que visem o crescimento dos países-membros.
Em 1990, com a introdução do Plano Collor (Neoliberal), o Brasil passa a adotar uma série de medidas que acelera a sua consolidação no mundo globalizado.
O crescimento da indústria, a privatização de estatais (com o Neoliberalismo) e o surgimento de empresas multinacionais são alguns dos fatores importantes que ajudaram a fortalecer o país neste novo cenário.
Saiba mais sobre o significado do Neoliberalismo.
Globalização e o meio ambiente
Com a globalização, os impactos foram extremamente agressivos e negativos para o meio ambiente. Os interesses das corporativas capitalistas são baseados nas explorações de matérias-primas da natureza de maneira insustentável, poluindo e contaminando os ambientes naturais.
Um dos princípios da globalização contemporânea é o consumo. Para que sejam produzidos produtos que correspondam ao número de consumidores existentes atualmente, a quantidade de matéria-prima extraída é enorme. A maioria das empresas não faz este processo de extração com responsabilidade ambiental.
As consequências são as alterações climáticas, catástrofes ambientais e demais eventos que prejudicam a vida do ser humano e dos demais seres vivos.
Globalização segundo Milton Santos
Milton Santos, famoso geógrafo e intelectual brasileiro, abordou a globalização nos seus últimos livros. Ele mencionou seus aspectos econômicos, e analisou o papel desempenhado pelas empresas na internacionalização do capital, e também os fluxos financeiros e o impacto que estes causam na cultura local.
Milton Santos teorizou e criticou algumas destas características do mundo de hoje, e no final de sua vida, sugeriu uma globalização solidária, que fosse centrada em valores que não fossem ligados à hegemonia.
O agronegócio brasileiro é responsável por 33% do PIB (Produto Interno Bruto), 42% das exportações e 37% dos empregos do país. Uma atividade que envolve tantos números positivos só poderia ser considerada o setor mais importante da economia do Brasil.
Esse setor envolve uma rede de outras atividades, que começam na produção de insumos e sementes, passam pelas fazendas, empresas de maquinários agrícolas e terminam nas indústrias, exportadoras e atacadistas.
O curso superior de Tecnologia em Agronegócio (ou Agropecuária e Agronegócio; Gestão de Agronegócios e Agroindústria, entre outros) forma profissionais capazes de administrar o caminho que a produção das empresas rurais faz desde a primeira até a última etapa. Ele é o “administrador rural”, a pessoa que faz o planejamento e o acompanhamento das atividades de uma propriedade rural (no âmbito dos negócios).
Para tanto, esse profissional tem de dominar técnicas do agrobusiness (o negócio da agricultura e da pecuária), estar atento às novas tecnologias do setor rural e, assim, aumentar a eficiência daquela empresa rural no mercado.
Atividades
Outras competências do tecnólogo em Agronegócio: - Definição das necessidades da lavoura e dos rebanhos (insumos, serviços e alimentos); - Análise e descoberta de novos mercados; - Capacitação em economia, finanças, contabilidade, mercado, administração e aplicação de técnicas modernas de gerenciamento; - Gerenciamento do trabalho dos demais funcionários da empresa rural; - Identificação de alternativas de captação de recursos; - Promoção do equilíbrio entre produtividade e preservação dos recursos naturais; - Gerenciamento do beneficiamento, da logística e comercialização dos produtos rurais; - Reconhecimento dos problemas da cadeia agroindustrial e procura de soluções (pensamento estratégico).
Mercado de Trabalho
O profissional em Agronegócio deve estar sempre preparado para a imprevisibilidade, pois lida em primeiro lugar com o poder da natureza de nos dar alimentos e sustento.
O mercado de trabalho para este tecnólogo é amplo e está aquecido. A economia da agricultura e da pecuária no Brasil só cresceu nos últimos anos aumentando assim as oportunidades de emprego em pequenas propriedades rurais que querem se modernizar, assim como as grandes fazendas e as indústrias e outras atividades que fazem parte da cadeia econômica do agrobusiness.
Um profissional da área tem salário méio de R$ 3.628.
O Curso
O curso tem em média 3 anos de duração e, além das disciplinas básicas de biologia, máquinas agrícolas, insumos, irrigação e drenagem, o estudante aprenderá também sobre administração, economia e noções de gestão.
Os movimentos populacionais também podem ser chamados
de migrações e são aqueles que envolvem qualquer forma de mudança de um grupo
social de seu local de origem para outro. Geralmente essas mudanças ocorrem em
busca de uma melhor condição de vida, tanto no sentido econômico quanto em
questões políticas, militares, religiosas, entre outras.
Essas migrações ocorrem devido alguma necessidade de um grupo social,
uma família, indivíduos de uma mesma cultura, nacionalidade, entre outros fatores que os
agrupam, que saem de seu local de origem, ou até mesmo um ambiente em que
viviam a uma certa quantidade de tempo e se mudam em busca de condições
melhores para viver, sejam elas uma renda financeira mais alta, um ambiente mais
livre para viver, ou até mesmo a busca por sobrevivência devido algum
preconceito étnico ou político que esses grupos possam estar sofrendo, desastres naturais, refúgios de guerras e
conflitos armados, entre outros motivos.
Milhares de refugiados da Síria emigraram para a Europa em razão da
guerra iniciada em 2011. Foto: Janossy Gergely / Shutterstock.com
Esses movimentos ou migrações podem ocorrer de maneira externa quando
ela ocorre com a saída desse indivíduo ou grupo de um país para outro, ou
também pode ocorrer a chamada migração interna, quando acontece alguma mudança
dentro de um mesmo país, mesmo estado, mesmo espaço.
Ao se tratar do termo migração externa existe uma variação importante
sobre ele que são as expressões “Emigração” e “Imigração”, que se
referem a formas específicas de mudanças, onde Emigração se trata da saída de
uma pessoa ou um grupo de seu país de origem, ou seja, dentro daquele país eles
são chamados de emigrantes. Já o termo Imigração se refere a
chegada de uma pessoa ou um grupo de nacionalidade diferente em um país, ou
seja, quando eles saem de seu país de origem e chegam em outro, nesse novo país
são considerados imigrantes.
Migrações internas podem estar relacionadas aos seguinte termos:
Migração
rural-rural:
Essa ocorre quando há uma mudança dentro de áreas de campo, ou seja, o
deslocamento ocorre de uma área rural para outra semelhante, geralmente
essa forma de migração dá-se quando os trabalhadores rurais se deslocam em
busca de colheitas que acontecem em locais diferentes e épocas diferentes
do ano, causando essas alternâncias de moradias, ela também pode ser
chamada de migração transumância ou sazonal;
Migração
intra-urbana: É
a mudança dentro de áreas urbanizadas, ou seja, mudanças de uma cidade
para outra, dentro do mesmo estado ou para outro, porém dentro de espaços
urbanizados, nas cidades;
Êxodo rural: É o movimento ocorrido pela mudança do campo
para a cidade, isto é, quando a população de uma área rural se desloca
para uma área urbana, podendo ser motivas dos por diversos fatores, tendo
a mecanização do campo como principal
fator;
Êxodo urbano: Acontece de maneira oposta ao êxodo rural, é
quando há saída da cidade para o campo, assim dizendo, é uma partida da área
urbana em direção a área rural;
Migração de retorno: Essa se sucede com a volta ao lugar de
origem que a pessoa ou o grupo inicialmente se deslocou, assim sendo,
ocorre quando houve saída do lugar de origem, e após algum tempo, podendo
ser anos, há o retorno para a região em que saiu inicialmente;
Migração pendular: Ocorre de forma diferente das demais, não é
uma migração para mudança de moradia, mas geralmente motivada pelo
trabalho, onde se sai de um lugar inicial, como o município onde se vive
para passar todo o dia em outro município trabalhando, tendo seu retorno
para casa ao final do dia, assim sendo, um movimento de “vai e vem” como
um pêndulo, o que gera o nome desse processo migratório.
1 – (UFG-GO/2010) –Um dos principais traços da dinâmica demográfica mundial é a migração internacional, que recria conflitos espaciais de diferentes ordens. Esse tipo de migração é explicado
a) pela incorporação de valores ocidentais no Oriente e de valores orientais no Ocidente, diminuindo as fronteiras simbólicas.
b) pela facilidade do fluxo de trabalhadores condicionados pelos novos meios de comunicação e transportes.
c) pela aprendizagem de idiomas dos países ricos como forma de incorporação às novas demandas da indústria.
d) pelo livre acesso dos indivíduos no interior dos países signatários de acordos de livre comércio e cooperação.
e) pelo aumento global do desemprego, que gera miséria nas nações de baixo índice de desenvolvimento humano.
2 – (UERj/2016) – Em novembro de 2014, a Alemanha celebrou 25 anos da queda do Muro de Berlim. Apesar do tempo decorrido e dos investimentos realizados, ainda persistem muitas diferenças entre as porções ocidental e oriental do país. Os mapas abaixo apontam exemplos dessas diferenças.
Uma prioridade da plataforma política do Partido Nacional Democrata, da extrema-direita alemã, é a adoção de severas restrições à imigração para o país.
Com base nessa informação e na análise dos mapas, a porção oriental do país possui atualmente, como característica social marcante, níveis mais elevados de:
Imagine uma corrente humana formada por pessoas que dão as mãos em uma extensão de 400 quilômetros. Cidadãos da Catalunha não só imaginaram como a colocaram em prática nesta quarta-feira [11.09.2013], em que se celebra a Diada, uma espécie de dia do orgulho catalão, por ser a data que relembra a batalha, no século 18, de Barcelona com tropas da monarquia espanhola. O 11 de setembro catalão é celebrado anualmente com atos oficiais e passeatas, mas tem sido nos últimos anos o ponto nevrálgico do pleito dessa região.
Sobre a Catalunha, é correto afirmar que se trata de
a) uma região autônoma e que reivindica sua integração ao território nacional espanhol, acompanhada de plena participação na vida política e econômica da Espanha.
b) uma região com identidade cultural própria e que reivindica total autonomia política e administrativa em relação à Espanha.
c) uma região pobre, com identidade cultural espanhola, mas que exige sua autonomia administrativa como forma de se proteger da atual crise econômica que assola a Espanha.
d) uma ex-colônia espanhola, que reivindica sua autonomia administrativa, mas com direitos de influenciar na vida política e econômica da Espanha.
e) um país autônomo, com território e governo nacionais próprios e que almeja integrar-se à Espanha para poder participar definitivamente da União Europeia.
4 – (Udesc/2015) – Charlie Hebdo (Hebdo é a abreviação de hebdomadaire, que significa semanal) é o nome de um jornal satírico francês que veicula crônicas e artigos de economia, de política e sobre a sociedade francesa. Seu alvo mais comum são as religiões (catolicismo, judaísmo, islamismo), os partidos políticos e outros temas controversos. O jornal existe desde os anos 1970, e sua sede já foi alvo de vários atentados. O mais recente foi em janeiro de 2015, quando vários cartunistas e membros do jornal foram assassinados.
Analise as proposições sobre as religiões e disputas étnicas na Europa.
I. Existem na Europa muitas religiões, as com maior número de adeptos são as ligadas ao cristianismo e ao islamismo.
II. Os conflitos separatistas têm, na sua origem, questões religiosas e étnicas. Exemplos disso podem ser encontrados nos conflitos da Irlanda do Norte, no País Basco e nos Bálcãs.
III. Na França, a maioria da população se diz católica, mas há um número expressivo de pessoas que se declaram ateias ou sem religião.
IV. As questões étnicas, na Europa, se misturam às econômicas; a aversão ao imigrante cresce com o aumento do desemprego no continente.
V. O terrorismo é, também, uma expressão dos conflitos étnico-religiosos em suas manifestações mais radicais.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e V são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras.
e) Todas as afirmativas são verdadeiras.
5 – (Mackenzie/2015) – Escócia rejeita em plebiscito separação do Reino Unido
“A Escócia votou para continuar como parte do Reino Unido, rejeitando a independência em plebiscito realizado na quinta- -feira. A apuração das urnas nas 32 regiões administrativas escocesas foi concluída na manhã desta sexta-feira. O “Não” (contra a independência) obteve de votos, contra do “Sim”. Em percentuais, a vitória foi de contra Comparecimento nas urnas foi recorde e a contagem atravessou a madrugada na Escócia.”
Atualizado em 19 de setembro, 2014 – 03:54 (Brasília) 06:54 GMT Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/ 09/140912_escocia_plebiscito_hb.shtml
Levando-se em conta a notícia dada e seus conhecimentos, analise as afirmações que seguem.
I. A Escócia está localizada no norte da Grã – Bretanha onde predominam as Terras Altas (Highlands), importante cadeia montanhosa do Reino Unido.
II. Os movimentos populares pleiteando a independência da Escócia iniciaram no final do século XX, após a descoberta de extensas jazidas petrolíferas no Mar da Irlanda em sua costa oeste.
III. O Reino Unido compreende as três nações que ocupam a ilha da Grã-Bretanha – Inglaterra, Escócia e País de Gales como também sua vizinha Irlanda (Eire e Ulster) que comungam interesses políticos e religiosos.
IV. A economia escocesa é baseada na alta produção têxtil e agrícola, uma vez que Edimburgo e Glasgow são as cidades mais industrializadas da nação. Destaca-se, ainda, na tradicional produção de destilados.
AULA RESUMO - A ATIVIDADE DESTA AULA SERÁ A PRODUÇÃO DE UM TEXTO RESUMO SOBRE A REVOLUÇÃO VERDE PARA QUE POSSAMOS ENTENDER MELHOR O PROCESSO DE TRANSFORMAÇÃO OCORRIDA NO CAMPO ATRAVÉS DA MECANIZAÇÃO E MELHORAMENTO DAS SEMENTES ATRAVÉS DAS PESQUISAS AGROPECOÁRIAS
Ciências Humanas e suas Tecnologias- GEOGRAFIA
Ensino Médio,
2ª Etapa – Geografia
Prof. João Correia
O que foi a Revolução Verde:
Revolução Verde é o nome dado ao conjunto de iniciativas tecnológicas que transformou as práticas agrícolas e aumentou drasticamente a produção de alimentos no mundo.
A Revolução Verde teve início na década de 1950 no México. Seu precursor foi o engenheiro agrônomo Norman Borlaug, que desenvolveu técnicas químicas capazes de dar maior resistência às plantações de milho e trigo, além de otimizar os métodos de produção agrícola
Os métodos introduzidos por Borlaug foram tão efetivos que em poucos anos o México passou de importador, para exportador de trigo. Assim, outros países subdesenvolvidos, em especial a Índia, adotaram as novas práticas, que rapidamente se popularizaram no resto do mundo.
Em 1970, Norman Borlaug recebeu o Prêmio Nobel da Paz, tendo em vista que seu trabalho teve grandes consequências humanitárias.
Como se iniciou a Revolução Verde?
Em 1944, Norman Borlaug mudou-se para o México para trabalhar como geneticista e fitopatologista. Como desafio inicial, combateu a chamada “ferrugem do colmo”, um fungo que afetava as plantações de trigo, matando as plantas e diminuindo severamente a produção.
Fungo Puccinia granimis, conhecido como "Ferrugem do Colmo".
Borlaug conseguiu cruzar geneticamente duas variedades de trigo: uma resistente ao fungo e outra adaptada às condições locais do México. Em apenas três anos, Borlaug selecionou os cruzamentos bem sucedidos, os adotou como modelo e eliminou o fungo, aumentando assim a produtividade.
No entanto, além da resistência a doenças, o novo trigo respondeu de forma muito efetiva a fertilizantes, o que resultou em plantas fartas e de alta estatura, que acabavam quebrando com o peso dos grãos.
Exemplo de planta que não sustentou seu próprio peso. O fenômeno é conhecido na agricultura como "lodging".
Em 1953, através de novos cruzamentos genéticos, Borlaug obteve o chamado “trigo meio anão”. Este novo trigo possuia caules mais curtos e mais fortes, capazes de suportar o peso dos grãos, mantendo a resistência a doenças e a alta produtividade. Essa nova espécie de trigo ficou conhecida como “Sementes Milagrosas” e é, até hoje, o tipo de trigo mais cultivado no mundo.
Norman Borlaug segurando a nova espécie de trigo meio anão.
Dessa forma, com o aumento extremo da produção de trigo no México, teve início a Revolução Verde, que em poucos anos transformou o paradigma agrícola no mundo inteiro.
Bases da Revolução Verde
A Revolução Verde baseou-se fortemente em elementos como:
modificação genética de sementes
mecanização da produção
uso intensivo de produtos químicos (fertilizantes e pesticidas)
introdução de novas tecnologias de plantio, irrigação e colheita
produção massificada de produtos iguais como forma de otimizar a produção
Desvantagens da Revolução Verde
Embora a Revolução Verde tenha sido extremamente benéfica nas suas primeiras décadas, seus aspectos negativos são facilmente observáveis, tais como:
altíssimo nível de utilização de água para sustentar seus métodos
alta dependência de tecnologia oriunda de países desenvolvidos
redução da diversidade genética (tendo em vista que a prioridade é cultivar produtos homogêneos para otimizar a produção e obter maior lucro)
sustentabilidade questionável
alto nível de degradação ambiental
aumento da concentração de renda
Revolução Verde no Brasil
O Brasil adotou os métodos da Revolução Verde no fim da década de 1960, resultando no período chamado “Milagre Econômico”. Na época, o país se tornou um produtor de larga escala e passou a exportar alimentos, em especial a soja.
Objetivo não alcançado
Norman Borlaug trabalhou no México em parceria com a Fundação Rockefeller, que tinha como slogan da empresa o fim da fome no mundo. É estimado que o trabalho de Borlaug tenha salvo um bilhão de pessoas da fome, o que lhe conferiu diversas honrarias.
No entanto, estudos demonstram que a Revolução Verde está intimamente ligada ao aumento descontrolado da taxa de natalidade no mundo, sobretudo em países subdesenvolvidos.
Dessa forma, ao longo do tempo, o aumento demográfico superou o aumento da produção de alimentos. Hoje em dia, o número de pessoas passando fome é superior ao número de pessoas nesta situação antes da Revolução Verde.